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A noite escura da alma

Ewan Igran

Selo Místico do Véu

 

O período de dedicação de um praticante de Bruxaria é muitas vezes chamado de A NOITE ESCURA DA ALMA. Ele recebe este nome por que é um período de muitos testes e desafios na vida da futura bruxa ou bruxo e é um período de rompimentos com formas de pensar e de viver que não cabem mais na vida de um pagão ou bruxo. A Deusa costuma nos colocar a prova no decorrer deste período, para testar nossa capacidade de integração, nossa devoção, se somos dignos de seguir os seus caminhos e ensinamentos e principalmente a nossa fé.

Estes obstáculos geralmente são mais comuns do que pensamos, mais não são menos importantes ou mais fáceis de serem lidados, por que lida geralmente com a nossa vida como um todo, ou seja, pode ser a família que não aceita os caminhos que escolhemos, o marido ou namorado, a falta de livros e materiais, a eterna busca de um coven ou mestre... Mais não somente na área espiritual estas provas podem ocorrer, ela nos testa como um todo, e podem ocorrer diversas mudanças em sua vida tipo a perda de emprego repentino, amigos que a traem, relacionamentos desfeitos e por ai vai.

 Mas não pense que a Deusa faz isto por maldade, muitas vezes estamos presos a nós que não deixam nossas vidas seguirem em frente e por medo, não cortamos estes nós e ficamos estagnados e infelizes sem nem entendemos o porquê, ela dá somente um empurrãozinho para que abramos os olhos e vejamos o que estamos fazendo com nossas vidas. É claro que nem preciso dizer que tais provas também nos são impostas para que seja avaliada a nossa capacidade de sobrevivermos na guerra e de que forma buscamos a vitória.

Eu costumo dizer que a noite escura da alma é exatamente o momento em que a Deusa toma nossas vidas em suas mãos e embaralha um pouquinho para misturar as coisas. E por que ela faz isso? Por que a vida como bruxo, mestre, sacerdote ou sacerdotisa não é para qualquer pessoa e a Deusa sabe muito bem quem ela escolhe para fazer parte de seu clã e compartilhar com ela seu mundo de magia.

Antes de qualquer coisa quero te fazer uma pergunta: - Você esta pronto para enfrentar a noite escura da alma? Se sua resposta foi afirmativa então continue respondendo: - Você está pronta para abrir mão de determinadas coisas em sua vida, de fazer escolhas que muitas vezes afastaram pessoas queridas de você ; está disposta a mudar seu padrão de vida interior e exterior, mudar seu comportamento social e sentimental para com os outros e principalmente para com você ?

Tenho certeza que você respondeu sim para todas as perguntas, mais não é tão fácil como parece, por que temos que vivenciar profundamente rompimentos que muitas vezes são difíceis de enfrentar. O primeiro rompimento é o religioso, quando temos que enterrar séculos de criação cristã para nos voltarmos para o novo, ou seja romper com conceitos tipo pecado e inferno, tanto quanto também é difícil desvincularmos a ideia de deus como o Deus dos cristãos e do diabo do nosso Deus de chifres. Existe a essência Divina de todas as coisas, que esta em tudo e em todos e a forma como você vê esta essência é que cria a forma como você cultua e vê a Divindade, por que Deus ou Deusa não fará diferença desde que você saiba amá-los com amor e devoção.

Não digo que você tem que parar de conjurar Deus e passar a falar: - Por deuses, ou ai meus Deuses... Sei que muita gente por ai vê com maus olhos tais procedimentos, e daí, o que importa é o que vela no momento em que evoca a entidade. As pessoas deveriam parar de querer criar fantasmas para coisas tão simples, o que existe é a essência de todas as coisas chamada vida e vida é nada mais que energia e é exatamente esta energia que moldamos na divindade que desejamos cultuar, não importa seu nome, panteão, religião ou doutrina, o que importa é a sua fé e as escolhas que você faz.

Após o rompimento religioso no qual você define o padrão Divinal que vai cultuar, vem o rompimento com comportamentos que são socialmente aceitos mais que não se encaixam mais na vida de um pagão, são coisas aparentemente simples mais que fazem uma grande diferença, por que ao vivermos uma religião que prega o sagrado feminino, a sacralidade com a mãe terra, nos leva a questionar atitudes que tínhamos antes com a qual desrespeitávamos tanto a mãe terra como a nós mesmos. Noitadas, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e drogas, alimentação desregrada, sexo por pura satisfação do corpo e do ego, arrogância, falta de caráter, mentiras, vaidade excessivas, futilidade e por ai vai. Romper com tais padrões de vida pode até parecer fácil, mas posso garantir-lhes por experiência própria que não é.

 E você esta pronta para romper com tais comportamentos? E por fim vem o rompimento emocional, com o qual somos testados diariamente por não nos encaixarmos mais nos padrões que a sociedade dita, ou seja, é certo que ao optarmos por caminhos diferentes dos da maioria seremos nós os excluídos, seremos nós os que sentiremos na pele o preconceito das pessoas, e o nosso dever nada mais é que nos calar, pois sábio é aquele que escuta e traduz em silencio sua sabedoria. Muitas vezes estou em algum lugar e alguém sempre me pergunta: - Qual a sua religião? Eu durante muito tempo no meu inicio de caminho ao contrario de muita gente não dizia: - Sou Bruxo. Dizia simplesmente: - “Pertenço a uma religião a qual a sua mente preconceituosa ainda não esta desenvolvida suficiente para entendê-la e principalmente respeitá-la.” Pronto, o outro se cala imediatamente e se desculpa, muitas vezes insiste e eu me calo sorrindo.

Ao não revelar minha religião não o fiz por que tenho vergonha de minha condição, mais por que eu não preciso impor ao outro a força de minha religião, não preciso entrar em um debate de minhas crenças, minha fé pertence a mim e aos Deuses e não tenho que mostrá-la a ninguém.

É justamente neste ponto que as Divindades diferenciam um curioso de um verdadeiro discípulo ou filho da magia. - E você esta pronto para silenciar? É para isto que a noite escura da alma serve, para nos fazer sentir no fundo de nossa alma a responsabilidade que carregaremos a partir do momento que aceitarmos este caminho de magia. Todos devem passar por este rito pois é através dele que descobriremos até onde estamos dispostas a deixar que nossa alma voe e qual a língua que ela devera falar.

 

Desabafo sobre a dedicação

Ewan Igran

Selo Místico do Véu

 

Pessoas que estão começando no caminho, vocês já devem ter escutado alguma vez que o mundo é pequeno, pois é entre o cenário de magistas o mundo é menor ainda, de alguma forma todo mundo que já caminhou um pouquinho se conhece ou conhece uma terceira pessoa que conhece o outro, conhece as politicas ou tem como conhecer, então se vocês decidem por uma via, ficar indo a outros vai acabar se queimando geral, ainda mais em processos de aceitação e dedicação.

 

 

 

Isso tem acontecido muito aqui em Goiânia,  de alguém começar um caminho, se dedicar em outro e ao mesmo tempo procurar um terceiro isso é algo que gera um constrangimento desnecessário então para facilitar vamos lá:

 

 

 

 O que é dedicação ?

 

 

 

 Segundo o dicionario dedicação: substantivo feminino

 

 

 

1. qualidade ou condição de quem se dedica a alguém ou algo; devotamento, entrega, sacrifício.

 

 

 

2. manifestação de amor, apreço, consideração.

 

 

 

Sendo dentro da Magia comumente ouvido falar de Dedicação como um ritual de passagem onde o adepto passara um determinado período em estudos, praticas voltado ao caminho magico escolhido.

 

 

 

Então me expliquem se estão nesse período onde requer DEDICAÇÃO do tempo de vocês, alguém pode querer fazer esse caminho 2 ou mais grupos simultâneos? se alguém tem essa resposta me diga, por que acredito que nenhum sacerdote, mestre, mentor, aceite porcentagem de dedicação " a dedicarei 30 % to meu tempo no coven A 20% no coven B e 50 % no coven C" é serio isso chega a ser ridículo. E principalmente para quem vai começar não achem de forma nenhuma que enganaram os responsáveis pelos grupos, pois não vão, acreditem que isso vai ficar feio é para vocês, então se querem realmente sejam sinceros consigo mesmos e não percam nem o tempo de vocês nem dos que se dispõe a ajudar fica a dica.

 

Reflexões para neófitos

Ewan Igran

Selo Místico do Véu

 

O grande problema dos neófitos e que eles sempre buscam um mestre perfeito, porem acontece que os mestres são humanos, isso por si só já inviabiliza este fato, muito embora seus ensinamentos possam ter a essência dos Deuses, e aí está algo que eles custam entender e aceitar. Não devem confundir o professor com a aula, o ritual com o êxtase, o transmissor do símbolo com o símbolo em si mesmo. A Tradição está ligada ao encontro com as forças da vida, e NÃO com as pessoas que transmitem isso...

O perfeito amor e a perfeita confiança

Ewan Igran

Selo Místico do Véu

 

A pouco mais de um ano escrevi um texto sobre o caminho do sacerdócio baseado em uma conversa com meu velho amigo... Hoje para 2018 resolvi escrever sobre algo que escutamos muito no caminho magico mais que não e seguido o "perfeito amor e a perfeita confiança".

 

E muito comum que ao começamos a nos interessar pelo caminho da Arte, em nossas primeiras leituras, vemos que existe um lema muito dito pelos pagãos: Perfeito Amor, Perfeita Confiança. Quando lemos alguns dos livros que descrevem mais seriamente os ritos iniciáticos, descobrimos que essas palavras são, em alguns caminhos consideradas senhas para marcar o preludio para a cerimônia de iniciação.

 

Mais uma Senha? Por que uma senha? Seriam essas palavras uma espécie de “Abracadabra” um sigilo, um comando magico para a entrada em um circulo?

 

Apreender apenas literariamente essa ideia pode dar ao praticante muitas impressões deturpadas a respeito.

 

Então por que será que Perfeito Amor, Perfeita Confiança são necessários em nossos Círculos? Seria isso um ideal abstrato ou um lema que devemos seguir?

 

Confesso que a maioria que ouvi a respeito do significado dessa expressão é feito por neófitos, que acham tratar-se apenas de um símbolo ou metáfora, ou é feito por praticantes já experientes, mas desiludidos, que por terem já vivenciado problemas de traições ou brigas não creem mais seja o Perfeito Amor, Perfeita Confiança possível. Muitas vezes ouvi que Perfeito Amor, Perfeita Confiança são ideais utópicos, são algo a sempre ser perseguido, mas um ideal inatingível. Uma ideologia onde nunca se chove pois e perfeita.

 

Aprendi na prática da construção de uma família que iniciou sua vida como um Círculo, que Perfeito Amor, Perfeita Confiança é uma conquista feita dia após dia. Sim, é uma realidade, se todos nós nos praticantes nos imbuirmos da consciência e da importância dessa ideologia.

 

Que me perdoem os falsos e os que se contentam com menos que isso. Não creio exista uma família se o mesmo não mantiver entre seus membros laços reais e concretos de Perfeito Amor, Perfeita Confiança. Laços que resistem à dureza da vida, que sobrevivem aos estresses do dia a dia, que desafiam a convivência na diversidade, que persistem mesmo após confusões e desentendimentos uma vez que somos humanos. Laços que desafiam o tempo e a distância, porque são laços maiores e muito mais profundos que os laços de sangue.

 

 

 

Voltemos ao significado simbólico, afinal a magia e simbólica, mais para perceber a magnitude do que estamos examinando. Nos rituais da maior parte das Tradições existe um momento chamado desafio, ou seja, se pede que o membro demonstre o entendimento desta "senha" sem a qual não pode prosseguir no caminho. Nessa hora, usualmente, e como se a pessoa tivesse um punhal apontado para seu coração e prova que esta na família em Perfeito Amor, Perfeita Confiança. Ora, pensem bem: ele só ingressa no Círculo empenhando suapalavra de agir em perfeito amor e confiança com o risco da própria vida! Ou seja: para ser uma bruxo(a) um(a) sacerdote/isa, se declara que arrisca sua vida em função de sua palavra de agir por esses estritos parâmetros, tendo sido a confiança de todos os demais depositada em si. Em outras palavras: ao entrarmos em um Círculo todos empenham suas vidas no cumprimento deste singelo lema. Ou seja vamos trocar em miúdos, isso significa que declaro que posso morrer se descumprir meu juramento feito aos demais… Já pensaram nisso?

 

 

 

Ao dizer isso, não quero amedrontar ninguém e nem que isso sirva de ameaça mas sim quero relembrar quão importante é o penhor de nossas palavras e quanto isso exige de nós para que nossas palavras não sejam vazias, nem nossos atos vazios de significado, ou sejamos apontados de perjúrio.

 

 

 

Aliás, não é somente entre as pessoas que compõem a família que o Perfeito Amor, Perfeita Confiança é a regente maior da vida. Antes de tudo, esse lema nos lembra que em primeiríssimo lugar estamos em Perfeito Amor, Perfeita Confiança com os Deuses. Eles, principalmente eles acima do que todos, são os que merecem nosso incondicional amor e confiança. É neles que estão nossos caminhos, são eles que recebem nossas vidas em amor, para que sejamos seus representantes vivos neste no mundo. Se temos Perfeito Amor, Perfeita Confiança nos Deuses, então, ao nos depararmos com nossos irmãos de arte, saberemos neles depositar, sem medos, sem reservas, estes mesmos sentimentos.

 

 

 

Viver com outros em Perfeito Amor, Perfeita Confiança é algo bastante arriscado, porém. Não é sem receio que abrimos nossos corações e almas, estendemos nossos braços, ofertamos nossa casa. Mas é dessa partilha que se nutre o Círculo Mágico, é desse aceitar o risco que cresce a irmandade inabalável de uma tradição de verdade.

 

 

 

Mas os riscos infelizmente existem sim. E por diversas vezes vocês encontrarão com ele em seu caminho, como eu encontrei, como pessoas melhores que eu encontraram, como os antigos também encontraram, afinal isso também e aprendizado, que existem pessoas que não merecem a confiança que neles foi depositada. E isso existe entre pagãos e bruxas, entre wiccanos e umbandistas, como em todos os lugares, pessoas falsas, fracas, infelizes, invejosas e traidoras. Não se deixem intimidar por isso. Para cada um de nós Iniciadores que recebem um novo dedicado, cada membro de círculo ou ordem que recebe um novato está sim se arriscando. Mas como no amor dos grandes clássicos romances, não existe ganho se não houver risco.

 

 

 

Abram-se a esse risco acreditando que se vocês mantiverem vivos em seus corações a lealdade e a ação em Perfeito Amor, Perfeita Confiança, nunca esses traidores e perjures nos atingirão.

 

 

 

Ser um magista, no meu entender, é estar em pleno amor e entregar-se integralmente, por isso a grande "senha" é Perfeito Amor, Perfeita Confiança.

 

 

 

Que essas palavras passem por todos que o amor e confiança alcance toda a comunidade não somente a círculos isolados.

 

A mensagem do espírito azul

Ewan Igran

Selo Místico do Véu

 

 

 

Há quase 10 anos atras, eu Ewan Igran e meu querido irmão Nox Briann decidimos que fundaríamos o SELO MÍSTICO DO VÉU, durante os meses de preparação que se iniciaram no eclipse lunar anterior a Mabon de 2007, com incansáveis reuniões, alinhamento recebemos a confirmação que a grande mãe estava conosco quando encontramos uma manifestação de um ser a qual o chamamos de Espirito Azul. Uma forma ancestral ligada a terra que nos conduziu através de mensagens e rituais canalizados pelo Nox Briann.

 

 

 

Nestes longos anos tivemos muito o que agradecer ao Azul pela honra de sua presença incessavel em nossa vida, pelas glorias que nos permitiu alcançar, e todas as pessoas que ele pos no caminho do SELO MÍSTICO DO VÉU, cada amigo, cada irmão, a cada membro desta familia.

 

 

 

Em anos nunca mencionei ou autorizei ninguém do SMV mencionar a terceiros, sobre os caminhos dos Deuses, sobre o Espirito Azul, porem hoje partilharei a mensagem que o Espirito Azul nos Trouxe, e partilharei pois hoje vi o sinal para isso, através de uma mensagem deixada ni seculo 19 por Jehanne de Domremy que também assinou em nome do espirito azul, como esta vi hoje e se assemelha muito com o que ele nos deixou, compreendi que chegou a hora, alem de um pequeno fator tivemos um eclipse solar e logo sera as festas de Mabon, 10 anos de diferença e os fatores se assemelham

 

 

 

mensagem do Espírito Azul

 

 

 

Es com honra e orgulho que venho esta terra onde revivo a dedicar-me à minha natureza, como intercessor as esferas divinas.

 

 

 

Como reconhecimento, oro aos Deuses e aos seus eleitos, de todo o meu coração, para vos abençoar e para vos dar intuições que permitam à alma regozijar-se na beleza e na luz dos céus, que sempre sejam abençoados na grande noite, e que em momento algum lhes faltem amparo.

 

 

 

A magia é a fagulha sublime da grande fé junto ao seres sobre as quais ela age. Ela representa o dom inicial que fez nascer nos nossos antepassados, e muito alem representa o conhecimento do infinito. Foi a grande Lua que levou à Terra a lembrança do passado criador. Fé religiosa, fervor na evolução do ser, trabalho da consciência através da história, tais são os princípios recebidos pelos druidas e transmitidos, pela palavra, às famílias que os cercavam.

 

 

 

Transcendendo as profundezas das nossas consciências, nós encontramos a raiz do bem e do mal, e é ainda á magia que devemos o livre-arbítrio no sentido de que, através dela recebendo a iniciação superior e não podendo já negar o conhecimento dos Deuses, assim conseguindo a liberdade pois saberemos assim a ser livres, sem prejudicar a nós mesmos, pois, o nosso ser será impregnado desse fluido superior que atingiu outrora os druidas, agora se espalhará sobre as criaturas. Cantando a glória das esferas invisíveis e recebendo a luz dos conhecimentos que foram revelados.

 

 

 

Se a Magia nos revela a luz divina, se esta luz faz vibrar as nossas consciências e os nossos corações, é que estes corações, banhados de uma fé mística, devem espalharem volta deles as virtudes e os benefícios recebidos.

 

 

 

O arte e o oficio nos ensina também a amar a terra natal, e um sentimento que resume todos;

 

 

 

A luz da Deusa que desceu sobre nós, pelo mesmo raio que tocou os mestres antigos, chegaste para agilizar o ser humano no sentido mais resplandecente. Os corações tiveram um impulso maravilhoso para mergulhar no éter astral.

 

 

 

A primeiro imanência que tocou o iniciador, mostrou que a terra fosse banhada por vibrações cósmicas. Assim raio celeste deu o impulso e a forma como uma das malhas da rede que envolve a Terra e deve manter entre ela e o espaço uma comunhão inter vibratória que é a prova da vida universal.

 

 

 

O conhecimento vindo dos Deuses, que vieste tocar o novo milênio, que foste transmitida pelo antigos povos, novamente dissemina-te sobre os habitantes da terra e infunde nos seus corações as virtudes nobres; liberta os seus sentimentos das moléculas materiais que obscurecem o seu espírito e paralisam a sua elevação para o infinito.

 

 

 

Desde a época do primeiro contato, a magia vibra sempre, mesmo apos os seculos obscuros a tua ação. Virá, certamente, o dia em que as consciências se libertarão, assim das brumas os seres etéreos retomará o então, como no tempo das fadas, toda a sua atividade em nosso pleno convívio.

 

 

 

E para esta nova tribo que os Deuses jamais te abandone; que as naturezas de elite te deem a sua alma e o seu coração. Que um movimento dos ciclos abra ao ser humano horizontes de luz ilimitados. Que as ondas que, a cada segundo, atingem o planeta emanadas da sabedoria oculta, possam alimentar o intelecto dos seres. Que o maná divino, que as ondulações criadas pelas esferas de luz se espalhem sobre todos os corações desta família.

 

 

 

Bendito seja o Mestre e o primeiro sacerdote, Graças à sua inspiração os seres místicos puderam beberar-se nas taças que difundem a luz de Deus. Que as vibrações do espírito magico nunca se interrompam, que o horizonte se ilumine sobre a nossa bela nação; que as almas possam evoluir e aproximar mais e mais da plenitude dos seres, Abençoem a todos nos grande Dançarina dos rios estrelados, abençoem a nos todos teus filhos Grande Mãe!

 

 

 

Que a partir de hoje, vivam o aprendizado de elevação de consciência absoluta, permita a todos os aprendizes volverem as suas almas para o infinito. Que a arte magica se alie à fé na Deusa e teu Consorte, que mantenha solo nutritivo, a grande arvore símbolo da ordem que representa o renascer.

 

 

 

Despertem na vida iniciática a grandeza eterna. Estudando e analisando o Ciclos naturais, alcançando o desejo de compreender as leis da vida universal. Assim desejo, de todo o meu coração, que a fé céltica reavive a esperança em cada coração humano e que possam compreender os mistérios da criação, atingindo em si próprios a consciência divina, que os Deuses sempre estejam contigo.

 

O nada

Ewan Igran

Selo Místico do Véu

 

 

Conta-se que perguntaram a Pitágoras, após ter sido Iniciado nos mistérios, o que tinha visto no Templo, tendo ele respondido simplesmente: NADA.

 

 

 

Porém, Pitágoras era Pitágoras, Se ao sair do Templo egípcio não tinha visto “nada”, não se limitou a sair decepcionado, senão buscando a origem deste “nada”, descobriu que era em si mesmo que não tinha visto “nada mais” que desejos e ilusões. Foi então que começou seu caminho para a sabedoria.

 

Muitos Irmãos recém-iniciados se afastam da Tradição porque em nossos círculos não encontram “nada”, porque o nosso simbolismo não lhes significa “nada”, porque na ordem não se faz “nada”, outros se queixam que nos Círculos se fala muito de simbolismo e “nada”; que a ordem é uma instituição para se fazer amigos e “nada mais”; que só fazerem os trabalhos e para perder tempo e “nada mais”. Propomos perguntar-nos: o que significa esse “nada” com respeito à Tradição?

 

 

 

“Fulano” não vai mais seguir sua ordem ou Tradição porque “não encontrou nada...”. E como é que não encontrou “nada”? Não encontrou o Circulo com seu Altar, as ferramentas, e a decoração? Não encontrou os Irmãos reunidos? E como é que diz que não encontrou “nada” e que o Simbolismo não lhe significa “nada”? Encontrou então pelo menos o Simbolismo... E como é que pode dizer na ordem não se faz “nada” e que na ordem se fala muito e “nada” mais? Então, se faz algo, ainda que seja nada mais que falar...

 

Parece que o “nada” que se encontra na Tradição não deve ser tomado ao pé da letra. O Neófito que entra no Circulo encontra algo, porem não encontra o que busca; isto dá margem a várias perguntas:

 

1º O “que busca” quem solicita ser Iniciado?

 

2º O que a Tradição “não pode oferecer”?

 

3º O que a Tradição “pode oferecer”?

 

4º “O que encontra” o Neófito ao dizer que “não tem nada”?

 

Procuramos responder estas perguntas de um ponto de vista estritamente pessoal.

 

1º O “que busca” quem solicita ser iniciado?

 

Pode solicitar seu ingresso pôr vários motivos, desde o mais grosseiro materialismo, o desejo de encontrar protetores para seus negócios de qualquer espécie, até o motivo de mais elevado sentimento de humanitarismo. Em regra geral, é mistura de tudo, acrescido de curiosidade; e frequentemente haverá um sentimento da própria imperfeição acrescido do desejo de melhorar-se e de aperfeiçoar-se. Não é raro também que se espere encontrar na Tradição um estímulo à ação para compensar a própria falta de atividade; ideias extraordinárias e originais que ponham em funcionamento o pensamento e a imaginação própria.

 

É um dos problemas da Tradição que, pelo segredo e discrição que devem guardar seus integrantes, o candidato chega geralmente a nossas portas, desconhecendo realmente o que o espera, vindo em contrapartida cheio de esperanças e ilusões que vão do inadequado até o absurdo.

 

2º O que a Tradição “não poder oferecer”?

 

A Tradição não é feita à medida das ilusões do aspirante.

 

Se este esperou uma renovação completa de sua personalidade pôr meio de um remédio amostra grátis e que se oferece a todo aquele que entra na Magia, equivocou-se, Damos-lhes a Luz, as ferramentas para trabalhar, mostrando-lhes a Pedra Bruta e o modo de trabalhar nela. O resto é assunto do aspirante. Tem que trabalhar para receber o “seu salário” e este lhe é dado segundo a quantidade e a qualidade do seu trabalho. Não poderá exigir que se lhe dê tudo de uma vez sem fazer o menor esforço. Então acontece que o Neófito não acha o que buscava.

 

Ele buscava um meio cômodo para tornar sua vida mais fácil e agradável, para sentir-se importante sem esforço algum, para viver em paz consigo mesmo. E como não acha o que buscava, diz simplesmente: “Não encontrei nada”. Com isto, expressa que tudo o mais que encontra não tem importância para ele; e que, aquilo que “não” encontra é o que ele queria e nada mais. Dizer que a Tradição não faz nada é outra maneira de revelar que se quer conseguir satisfações de amor próprio a baixo custo. Todas estas satisfações de amor próprio, todas estas ilusões e esperanças vazias, é que a Tradição não oferece. Pôr isto é que, aqueles que buscam isto, não encontram “nada”.

 

3º O que a Tradição “pode oferecer”?

 

Do ponto de vista das pessoas mencionadas anteriormente, “nada”, pois para elas o trabalho, o estudo, não são nada, e se não tiverem a paciência necessária, se afastarão.

 

Quanto mais irreais, fantásticas forem suas esperanças, mais necessitarão para encontrar o que oferece a ordem, e que é: trabalho, ferramentas para executá-lo, o “salário” que somente se obtém trabalhando. O candidato tem que aprender que na ordem não encontrará satisfação alguma senão em razão do seu próprio trabalho.

 

Através do seu aprendizado se dará conta de que se a magia lhe der, sem sacrifício, as satisfações que estava procurando, então sim, poderá dizer “que não é nada”. O que acontece é que o homem moderno tem do trabalho um conceito muito diferente que tinha as corporações de construtores da antiguidade. Para a maioria, hoje, o trabalho é escravidão, atividade mecânica, impessoal, algo que se faz porque tem que se viver e comer, e sem trabalho, não há comida; algo que se faz sem grande satisfação, esperando que o relógio marque a hora da saída. Dali então partimos para o descanso, a diversão, as comodidades. São poucos aos quais a sorte reservou um trabalho construtivo e menos ainda existem pessoas capazes de buscar e achar o descanso em uma atividade de tipo superior, uma atividade criadora. O artista não se preocupa em apressar o tempo para terminar a obra, mas sim se detém nos detalhes da construção, acrescentando uma grande variedades de enfeites e detalhes tão belos como indispensáveis para a sua criação, simplesmente porque sentia o gosto de criar algo belo e bonito.

 

Nós já não compreendemos mais facilmente este prazer pelo trabalho, Queremos que o trabalho termine o mais depressa possível, para que possamos nos dedicar a outras atividades nas quais encontramos mais prazer.

 

Necessitamos voltar a descobrir a vocação artística do homem - a única que lhe dá plena satisfação - é de não servir unicamente de apêndice pensante da maquina, e sim de procurar realizar um trabalho criador.

 

4º “O que encontra” o Neófito ao dizer que “não tem nada”?

 

Bate à porta da Tradição, se abre a mesma para ele e não encontra nada. O que é este “nada”?

 

Já dissemos tomar a palavra em sentido estrito é um absurdo. Algo ele encontra e se nós o pressionarmos um pouco, ele nos dirá “Não há nada, somente palavras, somente Ritualística, somente Símbolos, somente ideias antiquadas”. Algo, portanto encontra porem não “o que buscava”. E como o que ele encontra não é nada em comparação com o que buscava, diz simplesmente que não há nada.

 

Porém, este “nada” não é somente um fenômeno negativo. Este “nada” e como um gérmen, algo novo e grande.

 

O Irmão que se afasta do circulo queixando-se de “não haver encontrado nada”, não se limita somente a isto. Afasta-se desgostoso, decepcionado. O encontro com o “nada” o afetou no mais profundo do seu ser. Não achou o que buscava, porém achou precisamente seu próprio desgosto, sua própria decepção.

 

Ainda que se vá de nosso convívio, sua decepção o segue. E ainda que não o confesse, não deixará de pensar, de vez em quando, que, para encontrar algo, se necessitam duas coisas: algo que existe e alguém que saiba procurar. Ao lado do seu orgulho, porque ele “não se deixou enganar”, estará a constante inquietude acerca do que terão encontrado os que ficaram e que ele não soube encontrar. Se vê, assim, posto frente a frente, com sua própria insuficiência. Com seu próprio NADA.

 

Se for sincero consigo mesmo, reconhecerá que onde não encontrou nada, foi em si mesmo.

 

Este é o ponto onde começa a germinar a ideia iluminada. Se o Irmão chegar a este ponto, começará a ser ILUMINADO.

 

O sacerdócio

Ewan Igran

Selo Místico do Véu

 

Estive sob uma longa conversa com um velho amigo, e entre vários fatos, de nossa conversa me fez perceber que falta explicar o que é ser sacerdote no completo, muitas pessoas veem como um alto cargo e grande poder, sim, o sacerdote é uma autoridade dentro de um coven, ordem, tradição, é representar o serviço dos Deuses perante ao mundo, mais o que isso realmente significa? Será que todos compreendem o que é ser um Iniciado perante aos Deuses, o que significa os votos feitos nesse processo? Vou descrever alguns pontos:

 

 

 

 Quando as pessoas buscam ingressar nos caminhos mágicos estão preocupadas com uma coisa só: sua iniciação, principalmente pessoas menos esclarecida (algo que de certa forma foi empurrado no caminho de vivencia do Brasil, por tratar a magia como arte e oficio, e sempre declaramos estudo continuo, os graus iniciáticos em muitos aspectos se tornam a grosso modo a aquisição de diplomas como conclusão de 3º ano, depois o diploma da faculdade garantindo ser um bom profissional) .  Outras pessoas, mesmo quando mais esclarecidas, ainda assim estão focadas na iniciação, mas daí já tem uma ideia mais clara sobre a Iniciação ser um processo de transformação de vidas, o marco inicial de uma Vida Sacerdotal.

 

 

 

 E as pessoas, mesmo as mais esclarecidas e que vão se tornar praticantes experientes e responsáveis ainda sim quando neófitas acham que o desafio maior é conseguir se iniciar. Encaram mesmo o rito iniciático como uma colação de grau, algo que se esgota em si mesmo e dá uma qualidade que a pessoa jamais perderá. MAS ISSO REALMENTE É ASSIM? ESSA É A VERDADE?

 

 

 

 É OBVIO QUE NÃO: o enorme desafio do Sacerdócio se chama CONTINUIDADE, resumindo: você vai mesmo persistir por toda sua vida nessa escolha de ser uma Sacerdotisa ou um Sacerdote? Acreditem, muita gente, mesmo as muito entusiasmadas nos primeiros anos ou até mesmos os mais responsáveis, começam a perceber que o desafio é grande demais quando as Rodas começam a se acumular com a passagem dos anos, os problemas que insistem e aparecer, a responsabilidade pelos outros que depositaram a fé em ti.

 

 

 

 A primeira coisa que pesa é que SACERDÓCIO é ininterrupto serviço permanente aos Deuses, com todas as suas qualidades e o máximo de seus esforços. Nem sempre os Deuses exigem isso todos os dias, mas de forma sincera a grande maioria das vezes exige sim, e por grandes períodos, e nos momentos onde se está mais complicado.

 

 

 

 Pessoas que têm vocação sacerdotal presumo que saibam ou pelo menos deveriam saber, que sacerdócio se traduz em serviço. E não só serviços de intercessão, ritualística e meditação, mais muitos tipos e maneiras, mas sempre a inequivocamente SERVIÇO. Mais como é isso: Ser sacerdote e estar em serviço mesmo que somente na sua cozinha ou em utilidades públicos, dando aulas, cuidando do jardim … Como o serviço é feito, somente os Deuses decidem e isso muda conforme a necessidade de cada situação.

 

 

 

 Mas se existe algo que é comum a todos os  Sacerdotes  pela minha convivência e observações é que uma hora de tanto repetir os ritos, manter a roda girando, atender pessoas que nos procuram, servir o tempo todo vai pesar e muito, por que a vida pessoal sofre, o lazer é deixado de lado, o ócio é sacrificado, a convivência familiar diminui.

 

 

 

 E o grande problema não só o tempo que o Sacerdócio demanda. O maior problema e que as vezes a gente desanima. O que antes dava muito prazer não dá mais tanto prazer ou parece um fardo arrumar altares, preparar feitiços, fazer meditações. Tudo fica sem graça, tudo parece difícil e  até mesmo entediante,  e isso não ocorre só com Dedicados, ocorre até comigo, aconteceu com meu mestre, e com mestre dele e com gente muito melhor e mais velha na bruxaria do que eu e com certeza vai acontecer com você que está lendo, não e praga ou algo do gênero, irá acontecer por isso é a vida, a roda sempre girando uma hora está bem outra hora não estará e parte do ciclo afinal não dá para ser primavera o ano todo, a Vida e comportas por Ciclos, e nestes ciclos existem desânimo e entusiasmo e enquanto estivermos na condição se vivos como seres humanos nosso Sacerdócio também tem isso. Uma hora estamos em cima somos a referência e exemplo, outra estamos embaixo. Uma lição que ser pagão nos ensina ao acompanhar a roda do ano e a LIÇÃO DOS CICLOS e ela e bem simples, porém nem sempre é fácil entendê-la.

 

 

 

 Então ao compreender ela, nos torna capazes de compreender que quando estamos em baixa de entusiasmo, tudo que temos que fazer é persistir, porque a Roda vai girar e nos levará a outro ciclo de grande prazer e recompensas ao nosso sacerdócio. A modo vulgar como Marta Suplici disse relaxe e goze, basta esperar e aproveitar as lições e dadivas que o desânimo esconde e que somente ele pode nos revelar… isto é, se fores capaz de não esquecer do porquê começou tudo isso, do porquê começou essa caminhada.

 

 

 

 Ai lhe pergunto: Lembras do teu Chamado? Lembras do dia em que você olhou a Lua e viu a grande Mãe? lembra-te da primeira vez que participou de um ritual? Lembra?

 

 

 

 Em uma fase muito difícil do meu Caminho, e não algo muito distante, uma noite de lua cheia eu estava muito triste. Era final de março e eu acabara de ter encerrado o ciclo com um grupo de pessoas que amava muito e que estiveram comigo por alguns anos de caminhada, e isso estava acabando comigo veio um desanimo monstruoso. Olhei a Lua partir do meu quintal, e ela estava linda e resplandecente no céu, marcando 8 dias para encerrar o mês, confesso que nem havia preparado nada para ritualística, em meu quarto está alocado todo meu material ritualístico, e desde o início do meu caminho eu nunca havia celebrado nada sozinho, sempre tive comigo parceiros, amigos, tradição comigo em cada ritual celebrado e a sensação de estar sozinho ali depois de tantos anos era algo assustador, praticamente depressivo.

 

 

 

 Por algum motivo, me lembrei que no ano que fundei o Selo Místico do Véu, alguns meses antes de iniciar essa jornada da minha vida, estive  apenas eu e meu irmão e amigo de caminho iniciático Nox, celebrando um eclipse lunar que ocorreu no dia 03 de março de 2007, essa singela lembrança, tão nostalgia me deu um animo de celebrar a lua cheia que estava brilhando no céu de forma tão majestosa. Tracei o Círculo, muito triste, pensando se os meus antigos companheiros estariam começando o mesmo rito naquele horário.  Fiz os ritos, orações e comecei a meditar. Havia programado meditar sobre o sacerdócio, mas na verdade comecei a ir a um ponto da minha vida atual, para ser bem exato aos meus 5 anos. Vi o espaço entre minha casa e a casa do meu vizinho claramente e me vi colhendo frutas na área verde e brincando de preparar poções magicas com elas e nesta brincadeira eu dizia ser filho da Deusa das águas e meu vizinho dizia ser filho do Deus dos ventos, cheguei a sentir o gosto da mistura que fizemos com limão vinagre e sal da nossa poção de cura, então comecei a saber que os caminhos da Deusa sempre estiveram comigo, mesmo quando eu nem sabia.

 

 

 

 Depois, a Visão mudou e me vi em um campo, como um senhor na facha de uns 50 anos. Vestido com uma calça felpuda, uma espécie de camisa, a textura lembra muito a dos sacos de arroz, aqueles panos grossos, e esculpia um pedaço de madeira na mão e ao meu lado havia mais ou menos umas dez crianças que deviam ter a mesma idade. Todas estavam animadas observando o movimento que fazia enquanto talhava a madeira, e perguntavam, o que era mais importante ao jurarem pelo sal e pela terra. Eu a olhava fascinado, porque achava, com minha visão de muitos anos que estas crianças eram muito parecidas comigo mesmo, só que sem nenhum dos meus erros, e com potencial para superar todas as glorias. E quando olhei a estátua que se formou na madeira esculpida quando meus olhos encontraram naquela simples arte a manifestação da Grande Mãe, me apaixonei perdidamente, me perdi dentro da imensidão que é Ela…

 

 Nessa hora, escutei a uma carruagem se aproximando, e um calor preencheu meu peito e a vi majestosamente,  com um sorriso acolhedor com um olhar firme e ela me disse: “Lembre-se sempre, em todo seu sacerdócio,  e em qualquer vida, independente da batalha que irá passar pelo seu caminho, por mais improvável que se pareça a vitória, única coisa que importa é que você mantenha no seu coração a consciência desse momento em que você me viu pela primeira vez e me amou, e que não hesitou a lutar com paixão, este amor foi respondido. Se você deixar meus caminhos nortear sua vida, nenhum erro deixará de ser consertado, e enquanto você empunhar seu destino com o amor que dedicas a mim, nenhuma guerra será perdida. Você erra ao se afligir. Lembre-se que nem sempre o desejo e a vontade são melhores para mim e meu serviço. E seja sozinho ou acompanhado, esteja onde estiver se você mantiver no coração seu amor por mim, e tudo irás conquistar”.

 

 

 

 O verdadeiro desafio do Sacerdócio é esse: seu amor aos Deuses vencerá ano após ano os ciclos de desânimo, preguiça, problemas e medo? Você os compreenderá e aceitará serenamente? por mais que reclame, afinal ainda não somos perfeitos, não é? Aceita isso como parte de seu serviço e aprendizado? Que cada um responda com as ações de sua vida.